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Entrevista com Daniel Otero

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Campeão Mundial de Jiu-Jitsu peso galo em 2006, Daniel Otero (Fabrício JJ) obteve ótimos resultados em sua passagem pelos Estados Unidos esse ano. No MMA faturou o cinturão do Max Fights e lutando submission, foi campeão do "Submission King Grappler" e do "Naga". Nesse bate-papo com o Fight2Live, Daniel nos contou como foi essa passagem pelos Estados Unidos e sobre a sua contusão, que acabou tirando a sua chance de disputar o cinturão do Shooto Brasil.


- Por quanto tempo você ficou nos Estados Unidos e como surgiu a oportunidade de ir para lá?

Fui duas vezes para os Estados Unidos nesse ano, ficando no total 5 meses. A oportunidade surgiu através do meu amigo e parceiro de treinos Rodrigo Uzeda. Rodrigo e eu treinamos juntos desde crianças sempre na academia do nosso mestre Fabrício Martins. Rodrigo é faixa preta de Jiu-Jitsu e está morando nos EUA, dando aulas na academia do Pat Miletich em Bettendorf e na Universidade de Iowa City, no Estado de Iowa. Rodrigo organizou os seminários que realizamos juntamente com nosso mestre Fabrício, aproveitei a oportunidade de estar nos EUA em razão dos seminários para lutar o máximo que pude, tanto Grappling quanto MMA.


- Como foram os seminários por lá e o que achou da recepção dos americanos?

Os seminários foram bem, graças a Deus. O middle-west dos Estados Unidos que foi onde fiquei, ainda está engatinhando em relação ao Jiu-Jitsu, o MMA já está bem popularizado e apesar de saberem da importância do BJJ, os americanos ainda tem um certo receio de colocar o kimono pra treinar, preferindo treinar o grappling que seria o Jiu-Jitsu sem kimono. Fui muito bem recebido, principalmente na academia do Pat Miletich, onde terminei de fazer a preparação para as minhas lutas, foi um grande aprendizado e uma ótima experiência treinar com grandes nomes de eventos como UFC, Affliction e IFL em uma estrutura bastante profissional.


- Você venceu dois eventos de submission nos Estados Unidos, o "Submission King Grappler" em março e o "Naga" em maio, nos conte como foram essas conquistas.

Graças a Deus. Foi muito legal, assim que cheguei lutei o King Grappler 5 em Madison, Estado de Wisconsin, fiz duas lutas conseguindo finalizar no triângulo e no arm-lock. Lutei o NAGA National’s em Atlanta, consegui ser campeão e conquistar o cinturão após 2 lutas e depois lutei o NAGA Ilinois em Chicago, também valendo cinturão, onde fiz 3 lutas para ser campeão. O grappling está crescendo muito nos Estados Unidos, o número de campeonatos é cada vez maior e o nível técnico tende a crescer.


- E no MMA, você lutou em abril no Max Fights 3 e em julho no Max Fights 4, inclusive conquistou o cinturão do evento...

Na primeira vez que fui tive a oportunidade de lutar no Max Fights 3 em Dakota do Norte. Lutei contra o wrestler americano Josh Rave que tem o recorde de 150V-15D no wrestling amador e 33V-5D no MMA. Consegui impor o meu jogo finalizando no triângulo no 1º round. Essa luta foi muito importante pois por se tratar de um lutador experiente e conhecido, a vitória me deu visibilidade e a possibilidade de lutar novamente no Max Fights 4 pelo cinturão. Lutei contra Sam Thao, foi uma luta muito dura, Sam é um lutador muito guerreiro, tentei várias finalizações mas a vontade de vencer e a garra dele eram enormes, no 3º round consegui o triângulo que me deu a vitória. A nossa luta foi eleita a melhor luta do evento, fiquei muito feliz por conseguir vencer um cara tão duro e conquistar um cinturão internacional.


- Você estava escalado para lutar no Shooto Brasil em novembro, mas acabou se contundindo...

Verdade, infelizmente lesionei o joelho durante um treino ficando impossibilitado de lutar pois a minha lesão é cirúrgica, o que me obriga a ficar afastado durante um tempo considerável para me recuperar. Sou muito grato pela oportunidade que me foi oferecida pelo Shooto Brasil, uma luta muito importante pra mim pois seria uma das disputas de cinturão. Gostaria muito de lutar mas infelizmente houve essa lesão e agora vou me concentrar em ficar bom para voltar logo ao treinamento. Acho que tudo que acontece é para o nosso bem, tudo tem um porquê, Deus sabe o que faz e eu precisava passar por isso. Não tenho do que reclamar, só a agradecer a Deus, foi um ano maravilhoso pra mim e essa lesão vai ser só mais um obstáculo a superar, não vai ser fácil pois amo treinar e lutar mas se Deus quiser vou superar.


- Deixe um recado para os seus amigos, fãs e para a galera que acessa o www.fight2live.net

Agradeço ao Fight2Live pela oportunidade e aos usuários pela força e torcida que me proporcionam. Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, a minha família que é a principal responsável pelas minhas conquistas, meu professor Fabrício Martins e todos da Equipe Fabrício JJ, ao professor Sandrinho pela dedicação em me ajudar e a toda galera da Nova Geração, meu preparador físico Alexandre Barcellos, ao meu patrocinador Pride Fight Wear que valoriza o meu trabalho e a todos os meus amigos que de longe ou perto sempre me apóiam. Sou grato a Deus por ter tantas pessoas me ajudando, todos são responsáveis pelas minhas vitórias pois sozinho jamais conseguiria nada.

 

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