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Tibau embarca para os Estados Unidos focado em Jim Miller

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O atleta da American Top Team Gleison Tibau embarcou nesta terça (06) para os Estados Unidos, onde finalizará sua preparação para o próximo compromisso no UFC, dia 15 de setembro, contra o americano Jim Miller. Tibau estava no Brasil desde abril, e devido a problemas burocráticos não conseguiu voltar antes para a Flórida, onde mora e treina. Antes de embarcar concedeu entrevista e falou da preparação, do próximo compromisso e da sua vida no Brasil.

Como anda a preparação para o próximo compromisso no UFC?

Está ótima, fisicamente me sinto cada vez melhor. Me mantive treinando em Natal, Fortaleza, Mossoró e Recife, além de treinos físicos aqui mesmo em Tibau.

Dá pra ter bons treinos por aqui?

Dá sim. Fortaleza tem excelentes strikers. Em Mossoró e Natal tem bons atletas de chão. Mesmo quando tive que ir à Recife, para resolver questões do visto, consegui ter bons treinos por lá. Em Tibau eu voltei às origens, fazendo corridas nos morros e na praia.

Que houve com o visto?

Para renovar é preciso de documentação do UFC, que demorou um pouco a chegar. Depois veio o próprio atraso do consulado e até mesmo dos correios. Queria estar na Flórida há mais tempo, mas o importante é que tá tudo resolvido e vou chegar na ATT com um tempo bom para me preparar.

O que você sabe sobre seu adversário, qual a estratégia?

Jim Miller é um cara agressivo em pé e tem um chão muito bom, sei que não posso dar bobeira. Vou partir pra cima como na minha última luta e tentar o nocaute, pois venho treinando bastante a parte em pé. Mas se a luta se desenvolver no chão vou ficar bem também, é minha origem.

Onde você acha que uma vitória pode levar você?

Tanto eu como ele estamos em uma boa sequência. Jim tem um cartel de 6 a 1 no UFC, e sua única derrota é para Maynard. Nas minhas últimas 5 lutas ganhei 4 e perdi aquela pro Guillard, que toda a imprensa americana e o próprio UFC discordam do resultado. Hoje os lutadores considerados pela mídia como ‘a elite dos leves’ são BJ, Frank Edgard, Kenny Florian e Maynard. Acho que quem vencer essa luta fica perto deles.

Falando do tempo aqui no Brasil, você sempre que pode vem por aqui. Pretende voltar a morar no Brasil?

Não enquanto estiver com a carreira em andamento, mas depois que deixar de lutar, com certeza. Tibau é o melhor lugar do mundo. Moro em um país de primeiro mundo, onde tudo funciona bem e não tenho nada a me queixar, mas não conheço lugar melhor do que minha terra. É aquela coisa, a gente sempre gosta do lugar de onde vem, e quero voltar um dia e fazer muito por esta cidade.

E quanto à copa, o que achou? Gosta de futebol?

Cara, não consigo me envolver. Na verdade, estranhei muito, porque tem 5 anos que estou fora e não tinha lembranças que o país parava. Tentava resolver alguma coisa mas o comércio, repartições públicas, tudo fechava. Lembro que quando era adolescente eu gostava de futebol. Era vascaíno e queria ser o Valdir, um que tinha um bigodinho (risos). Cheguei a treinar no Potiguar de Mossoró, com um técnico chamado Damião Corina, mas hoje o futebol não me atrai nem um pouquinho.

Ainda bem que você percebeu que seu esporte era outro. Sucesso nos treinamentos e boa luta.

Obrigado. Quando voltar vou trazer essa vitória para o Brasil, principalmente para o povo de Tibau.

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