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Entrevista - Rafael Rebello

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Mais uma fera da American Top Team concedeu uma entrevista exclusiva para o Fight2live. Nascido e criado em Niterói, o faixa-preta de Jiu-Jitsu Rafael Rebello é mais um lutador que vem obtendo conquistas na terra do Tio Sam.
Com 7 lutas em seu cartel (5 vitória e 2 derrotas), o atleta da American Top Team vem de 4 vitórias consecutivas e já tem adversário para sua estréia no WEC, o também brasileiro Marcos "Louro" Galvão.
A fera fala sobre o ínicio da carreira, dificuldades, amigos, treinos e muito mais.

Confira a entrevista exclusiva:

- Você vai fazer a sua estréia no WEC provavelmente em março contra o Marcos Louro, nos fale um pouco sobre o combate...

Cara estou muito feliz com essa luta, sempre quis lutar no WEC porque acredito que os melhores pesos leves hoje em dia estão lá.
Lutar com o Louro é uma honra porque eu sempre acompanhei a carreira dele e gosto muito do estilo dele, um cara técnico que já fez lutas com muita gente boa por aí, além de ser meu camarada.
Para mim é uma chance de mostrar a que eu vim e espero fazer uma grande apresentação e representar bem o meu time, amigos e família.


- Como estão os treinos na ATT para a luta? Algum treinamento em especial?


Estou fazendo a parte do treino básico ainda, preciso sentar com os técnicos e definirmos a estratégia para essa luta, mas eu tenho para mim que será uma luta muito no chão porque nós dois somos faixas preta, acho que vai ser uma luta muito bonita de se ver, pois somos os dois muito técnicos e rápidos, um verdadeiro xadrez.


- Como você encarou a saída do André Benkei da ATT?


A saída do Benkei não foi nada fácil porque o “veio” Benkei é considerado pela gente como um verdadeiro pai, foi uma época bem difícil para todos, espero que um dia ele resolva todos os problemas dele com os dirigentes da ATT e possa voltar a trabalhar lá dentro, torço muito por isso porque ele é uma pessoa importante na equipe e eu devo muito do meu desenvolvimento como atleta a ele.


- Em seu cartel, você possui 5 vitórias e 2 derrotas. Só em 2007 conseguiu 4 vitórias, em 2008 você não lutou, o que aconteceu?

Problemas de contrato com o último evento que eu lutei, eu me preparei para lutar 2 vezes esse ano (2008) e na última semana tive a notícia de que não iria lutar, isso é muito frustrante para um lutador, porque você treina duro, abdica do seu lazer, deixa de dar tantas aulas para poder render mais nos treinos, dá menos atenção a família e na última semana antes da luta quando você começa a cortar o peso você fica sabendo que não vai lutar! Meu amigo se você pegar o promotor do evento... (risos).


- Como é ficar tanto tempo parado e não saber quando será a próxima luta?

Não é fácil ficar sem saber quando se vai lutar mas ao mesmo tempo é um momento de aperfeiçoamento porque você pode dar mais ênfase a cada estilo e tal, e lá na ATT nós temos treinadores que fazem a diferença, esse tempo parado eu usei dessa forma e também ajudei meus amigos nos treinos deles.


- Para os fãs de MMA que não conhecem o Rafael Rebello, nos conte um pouco quando você começou a lutar...

Eu comecei a fazer BJJ porque os meus vizinhos mais velhos começaram a treinar e eu fui lá ver também e desde então não consegui mais parar, eu fazia o treino das crianças e adultos no mesmo dia, fui campeão Brasileiro, Estadual, medalhista Mundial e Panamericano algumas vezes.


- Como surgiu a oportunidade de ir para a ATT? E como foi a adaptação nos Estados Unidos?

Foi por acaso, eu tava indo competir em New Jersey no NAGA, meu vôo deu problema e fui parar em Miami. Como estava na época de um feriado grande nos EUA não tinha vôo no mesmo dia, daí como sabia que meu grande amigo Gesias morava lá, liguei para ele e perguntei se podia dormir na casa dele e tal, com isso fui ficando e acabou que não fui para campeonato nenhum e ainda acabei treinando MMA pela primeira vez. Voltei ao Brasil e aquela vontade de lutar MMA começou a crescer em mim, foi então que o Libório ligou para o Dedeco e perguntou se eu queria lutar no AFC. Eu vim, treinei na ATT, lutei e voltei ao Brasil de novo. Me formei na faculdade e voltei de vez para a ATT onde estou muito feliz até hoje.
A adaptação não é nada fácil mas quando você tem os amigos que eu tenho tudo é mais fácil. O Gesias e o Jorginho (Jorge Santiago) eram como se fossem meus pais, logo quando me mudei me ensinaram desde o que fazer no treino até como fazer compras para a casa... (risos).
Me considero um abençoado pelos amigos que fiz na América porque são como se fosse a minha família, devo muita coisa a todos eles.


- Como foi a sua adaptação no MMA? Em que você teve mais dificuldade no início da sua carreira?

Ainda estou me adaptando... (risos), eu me considero em aprendizado ainda.
Sempre gostei de treinar sem kimono. Comecei a dar mais atenção e competir sem kimono e fui tomando gosto pela coisa, a partir daí para acrescentar socos é um pulo né (risos)? No início eu sentia muita dificuldade de saber quando que eu tinha que bater e quando que eu tinha que usar o BJJ, mas de tanto apanhar isso aí melhora rápido (risos), ainda mais com caras do nível que eu treino na ATT, qualquer detalhe errado faz muita diferença.


- Deixe um recado para o pessoal que acessa o Fight2Live.net e torce por você.

Um abraço pra galera do F2L que sempre valoriza os atletas, acredito que não só eu como todos da ATT tem uma identificação bem grande com o site.

 

* Colaboração: Mario Neto, Agripino Marques Jr e Yassuo Inafuku.