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Entrevista com Robert Drysdale
De olho no MMA e alçando vôos mais altos, o campeão absoluto da última edição do ADCC, Robert Drysdale, assinou ontem com a Xtreme Couture, onde será professor de grappling e Jiu-Jitsu enquanto paralelamente treina para estrear no vale-tudo.
O paulista, que se mudou para Las Vegas, não quer perder tempo e já conheceu toda a sua equipe, e principalmente seu novo patrão, o ex-campeão dos meio-pesados e pesados do UFC, Randy Couture. Maravilhado com a estrutura de sua nova equipe, o faixa-preta da Brasa falou sobre suas primeiras impressões, a relação com Couture e suas expectativas para a estréia no MMA.
Como foi surgiu essa oportunidade de aliança com o Couture?
Foi bem interessante na verdade. Recebi um e-mail do gerente da Xtreme Couture, que ficou sabendo que eu estava em Las Vegas, me convidando para vir conhecer a academia. Fiquei impressionado com a estrutura e com o tratamento que recebi.
O que você achou dele como pessoa e como lutador? Já teve a oportunidade de treinar com ele?
Como lutador acho que todos já o conhecemos, o cara é sem dúvida alguma um fenômeno. Ser campeão do UFC aos 44 anos não é para qualquer um. Ainda não tive a oportunidade de treinar com ele, já que fechei com eles ontem. Como pessoa ele me pareceu um cara muito simpático, humilde e positivo. Sem dúvida um cara legal de se estar por perto e com quem tenho muito para aprender. Estou muito feliz com esta oportunidade.
Você agora estará em uma das maiores escolas de MMA. Como será o intercâmbio técnico entre você e os demais lutadores?
A idéia é essa. Hoje mesmo conversei com vários lutadores da academia e já estamos fazendo essa troca de experiências. O pessoal é todo muito bacana e focado. A idéia é de ajudá-los no chão enquanto eles me ajudam na transição do Jiu-Jitsu esportivo para o MMA. São dois esportes totalmente diferentes. Para mim esta experiência será muito boa. É como voltar a ser faixa branca novamente.
Você já pensa em estrear no vale-tudo ou acha necessário um tempo treinando para entrar mais bem preparado?
Não tenho pressa alguma. Tenho consciência que ainda estou muito longe de onde quero chegar. Estou treinando todos os dias e agora é só isso que importa. Sempre considerei conquistas uma conseqüência de muito trabalho e disciplina. Quando meus treinadores acharem que estou preparado estarei feliz em subir no ringue. Mas os treinos sempre vêm antes dos resultados.
Você está indo sozinho ou com a família? Como vem sendo a adaptação?
Estou acostumado aos EUA. É claro que sinto falta de minha família e alunos em Itu e de meus amigos da Brasa em SP. A minha namorada, Michelle Nicolini, deve se mudar para cá em breve e isso já ajuda bastante. O André Galvão e o Lucas Leite também têm planos de se mudar para cá. Ter amigos por perto também ajuda. O problema é que no Brasil o lado profissional é bem limitado. Sentia que havia atingido todos os meus objetivos no Brasil e que agora era hora de crescer profissionalmente. Atingir novas metas.Voar um pouco mais alto.
Fonte - Graciemag
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