Filipe
17-09-06, 08:44
Ainda faltam três meses pra terminar, mas já podemos apontar 2006 como um ano de grandes decepções para nós brasileiros.Começamos com o baque do falecimento de Carlson Gracie em fevereiro. Logo depois, vimos a grande revelação de 2005, Maurício Shogun, perder para Mark Coleman (Pride 31) ao quebrar o braço numa tremenda fatalidade. Em maio, outra triste surpresa: a amarga derrota de Royce Gracie, precursor do MMA e símbolo máximo do sucesso brazuca no esporte, para o wrestler americano Matt Hughes, no UFC 60. Se a maré já não estava boa, piorou ainda mais em julho, com a indigesta derrota da nossa seleção brasileira de Futebol para a França, na Copa do Mundo.
A verdade é que, pra nós fãs da luta, todos estes percalços seriam esquecidos se os dois maiores ídolos nacionais, Rodrigo Minotauro e Wanderlei Silva, chegassem a final do torneio mais importante do ano, garantindo o cinturão do Pride GP Open Weight para o Brasil. Mas, como vocês vão ver nesta edição, o pior ocorreu. Wanderlei Silva foi vítima do temido chute de Mirko Cro Cop e sofreu o seu primeiro nocaute no Pride. Já Rodrigo Minotauro, perdeu por pontos, para Josh Barnett numa derrota polêmica, mas não menos frustrante.
Para completar a 'maré braba', duas semanas antes do Pride OW, Renato Babalú ainda perdeu a chance de trazer para o Brasil o cinturão Light-Heavyweight do UFC ao ser novamente nocauteado pelo americano Chuck Liddell.
Apesar deste 2006 atípico, se fizermos uma análise detalhada dos maiores eventos do mundo, chegaremos a conclusão que nós brasileiros não temos do que reclamar. Temos, sim, que encarar o fato de que o esporte se globalizou e cada vez mais o que conta é o profissionalismo e talento individual de cada atleta. Mesmo não sendo mais aquela potência hegemônica de outrora, ainda temos o maior número de atletas de diferentes categorias bem ranqueados em quase todos os eventos do mundo.
No Pride, por exemplo, Wanderlei e Shogun ainda detém os dois cinturões dos médios seguidos de perto no ranking da categoria por Rogério Minotouro e Ricardo Arona. Entre os meio-médios, Paulo Filho vem sendo apontado como favorito para faturar o cinturão.
No UFC, Anderson Silva vai disputar o cinturão Middle-Heavyweight em outubro, enquanto Márcio Pé-de-Pano e Gabriel Napão vem galgando degraus para disputar o título dos pesados. Entre os leves temos Rany Yahia e Gesias Cavalcante nas semifinais do K-1 Hero's e Vítor Shaolin como detentor do cinturão do Cage Rage. Isto sem falar em Rodrigo Minotauro, Antonio Pezão e Fabrício Werdum, que continuam entre os melhores pesados do mundo em qualquer ranking.
E as boas novas não terminam por aí, como você vai ver na matéria 'Debandada dos tatames', nunca tivemos tantos campeões de Jiu-Jitsu migrando para o MMA com chances reais de sucesso. Nomes como Roger Gracie, Ronaldo Jacaré, Demian Maia, Fábio Negão, Thalles Leites, Mário Reis, Frédson Paixão e tantos outros são a prova de que o Brasil ainda é a maior fábrica de campeões do mundo. Os gringos que nos aguardem em 2007.
Tenha uma boa leitura e até o mês que vem.
A verdade é que, pra nós fãs da luta, todos estes percalços seriam esquecidos se os dois maiores ídolos nacionais, Rodrigo Minotauro e Wanderlei Silva, chegassem a final do torneio mais importante do ano, garantindo o cinturão do Pride GP Open Weight para o Brasil. Mas, como vocês vão ver nesta edição, o pior ocorreu. Wanderlei Silva foi vítima do temido chute de Mirko Cro Cop e sofreu o seu primeiro nocaute no Pride. Já Rodrigo Minotauro, perdeu por pontos, para Josh Barnett numa derrota polêmica, mas não menos frustrante.
Para completar a 'maré braba', duas semanas antes do Pride OW, Renato Babalú ainda perdeu a chance de trazer para o Brasil o cinturão Light-Heavyweight do UFC ao ser novamente nocauteado pelo americano Chuck Liddell.
Apesar deste 2006 atípico, se fizermos uma análise detalhada dos maiores eventos do mundo, chegaremos a conclusão que nós brasileiros não temos do que reclamar. Temos, sim, que encarar o fato de que o esporte se globalizou e cada vez mais o que conta é o profissionalismo e talento individual de cada atleta. Mesmo não sendo mais aquela potência hegemônica de outrora, ainda temos o maior número de atletas de diferentes categorias bem ranqueados em quase todos os eventos do mundo.
No Pride, por exemplo, Wanderlei e Shogun ainda detém os dois cinturões dos médios seguidos de perto no ranking da categoria por Rogério Minotouro e Ricardo Arona. Entre os meio-médios, Paulo Filho vem sendo apontado como favorito para faturar o cinturão.
No UFC, Anderson Silva vai disputar o cinturão Middle-Heavyweight em outubro, enquanto Márcio Pé-de-Pano e Gabriel Napão vem galgando degraus para disputar o título dos pesados. Entre os leves temos Rany Yahia e Gesias Cavalcante nas semifinais do K-1 Hero's e Vítor Shaolin como detentor do cinturão do Cage Rage. Isto sem falar em Rodrigo Minotauro, Antonio Pezão e Fabrício Werdum, que continuam entre os melhores pesados do mundo em qualquer ranking.
E as boas novas não terminam por aí, como você vai ver na matéria 'Debandada dos tatames', nunca tivemos tantos campeões de Jiu-Jitsu migrando para o MMA com chances reais de sucesso. Nomes como Roger Gracie, Ronaldo Jacaré, Demian Maia, Fábio Negão, Thalles Leites, Mário Reis, Frédson Paixão e tantos outros são a prova de que o Brasil ainda é a maior fábrica de campeões do mundo. Os gringos que nos aguardem em 2007.
Tenha uma boa leitura e até o mês que vem.