juniorboyrock
26-11-06, 20:02
O Pinheiros e o Imes/São Caetano são os campeões de 2006 do Grand Prix Nacional de Judô, maior competição de clubes de Brasil. No masculino, o Pinheiros derrotou a Oi/Sogipa por 2 confrontos a 0. O mesmo resultado da disputa feminina vencida pelo Imes/São Caetano, também contra o time sogipano. O evento aconteceu hoje, em Porto Alegre.
Na disputa feminina do terceiro lugar, o Minas Tênis Clube bateu o Pinheiros por 2 a 1. No masculino, a Gama Filho ficou com o bronze ao vencer o São Caetano pelo mesmo placar. O ippon mais rápido do Grand Prix 2006 foi de Ewerson Silva, do Barueri. O golpe foi feito em apenas cinco segundos. Os atletas mais técnicos eleitos foram Oscar Cardenas (Pinheiros) e Mayra Aguiar (Oi/Sogipa).
“O segredo para o bicampeonato foi a determinação e união da equipe. Eu mesmo não vinha bem no Grand Prix, mas puxei a responsabilidade e fomos com tudo para cima da Sogipa”, diz Daniel Hernandes, peso pesado da equipe paulista.
A pressão do caldeirão da Sogipa, com uma torcida fanática de mais de duas mil pessoas, não intimidou o Pinheiros. Segundo Daniel, serviu até de estimulo.
“Quando entramos e vimos aquele monte de gente torcendo contra, tivemos que buscar uma forma de reverter a situação. O barulho era tanto que nem dava para ouvir as instruções do treinador. Mas, isto também valia para eles. Sendo assim, acabamos ficando em igualdade. É preciso ter essa “chavinha” e desligar o áudio”, diz Daniel Hernandes, que destaca o alto nível da final. “Foi emocionante até o último segundo. Uma grande final para uma excelente competição”.
Após o Pinheiros vencer o primeiro confronto da final por 3 a 1, as equipes voltaram para a segunda disputa da melhor de três. Mesmo com o apoio dos torcedores, os gaúchos sofreram 2 a 0 e João Derly foi chamado para tentar evitar a derrota da equipe. Numa luta eletrizante, venceu Leandro Cunha por yuko. Com o empate entre Leandro Guilheiro e Moacir Mendes Jr, Tiago Camilo era a esperança da Oi/Sogipa ficar viva na decisão. E o medalhista olímpico em Sydney 2000 não decepcionou e venceu Adriano Santos por imobilização (ippon). Com o 2 a 2 no placar, Leandro Guilheiro e Moacir Mendes Jr voltaram ao tatame para o combate de desempate. Leandro manteve a tranquilidade e acabou forçando Moacir a uma punição. A vitória deu o bicampeonato aos paulistas.
Apesar de chateado com a derrota, o campeão mundial João Derly ficou satisfeito com o grande numero de torcedores que compareceram ao ginásio.
“Apesar do resultado negativo foi uma festa maravilhosa da torcida. Fico feliz de ver tantas crianças no ginásio assistindo judô. Acredito que esta fórmula do Grand Prix seja o caminho para a popularização do nosso esporte”, diz Derly.
Se no masculino a final foi pura tensão, no feminino o título veio de forma mais tranqüila para o Imes/São Caetano. Após vencerem a primeira disputa da final, a Oi/Sogipa foi com tudo para cima do Azulão em busca do empate que forçaria a terceira rodada. Apesar do ippon de Márcia Vieira sobre Arethusa Ribeiro, que abriu o placar em favor das gaúchas, depois só deu São Caetano. Edinanci Silva, Juliene Aryecha e Roberta Bittencurt venceram por ippon e deram o título ao Imes/São Caetano.
“A gente se manteve concentrada todo o tempo e, parece que foi fácil, mas não foi. Acho que como a classificação delas para a final foi muito dramática, ficou um clima de euforia que contagiou a torcida. Como entramos firme desde o primeiro combate, conseguimos tomar conta da situação e ficar com o título”, diz Edinanci Silva.
O título do Imes/São Caetano foi mais especial para uma judoca. Roberta Bittencurt, que em 2005 não participou do GP por estar lesionada, fez o ponto que deu o título ao Azulão. Muito emocionada, Roberta não conteve as lagrimas.
“São lagrimas de felicidade. Na hora que dei o ippon, passou na minha cabeça um filme de todo o sofrimento que tivemos com o vice-campeonato em 2005. É uma felicidade muito grande”, afirma Roberta.
Fonte - graciemag.com
Na disputa feminina do terceiro lugar, o Minas Tênis Clube bateu o Pinheiros por 2 a 1. No masculino, a Gama Filho ficou com o bronze ao vencer o São Caetano pelo mesmo placar. O ippon mais rápido do Grand Prix 2006 foi de Ewerson Silva, do Barueri. O golpe foi feito em apenas cinco segundos. Os atletas mais técnicos eleitos foram Oscar Cardenas (Pinheiros) e Mayra Aguiar (Oi/Sogipa).
“O segredo para o bicampeonato foi a determinação e união da equipe. Eu mesmo não vinha bem no Grand Prix, mas puxei a responsabilidade e fomos com tudo para cima da Sogipa”, diz Daniel Hernandes, peso pesado da equipe paulista.
A pressão do caldeirão da Sogipa, com uma torcida fanática de mais de duas mil pessoas, não intimidou o Pinheiros. Segundo Daniel, serviu até de estimulo.
“Quando entramos e vimos aquele monte de gente torcendo contra, tivemos que buscar uma forma de reverter a situação. O barulho era tanto que nem dava para ouvir as instruções do treinador. Mas, isto também valia para eles. Sendo assim, acabamos ficando em igualdade. É preciso ter essa “chavinha” e desligar o áudio”, diz Daniel Hernandes, que destaca o alto nível da final. “Foi emocionante até o último segundo. Uma grande final para uma excelente competição”.
Após o Pinheiros vencer o primeiro confronto da final por 3 a 1, as equipes voltaram para a segunda disputa da melhor de três. Mesmo com o apoio dos torcedores, os gaúchos sofreram 2 a 0 e João Derly foi chamado para tentar evitar a derrota da equipe. Numa luta eletrizante, venceu Leandro Cunha por yuko. Com o empate entre Leandro Guilheiro e Moacir Mendes Jr, Tiago Camilo era a esperança da Oi/Sogipa ficar viva na decisão. E o medalhista olímpico em Sydney 2000 não decepcionou e venceu Adriano Santos por imobilização (ippon). Com o 2 a 2 no placar, Leandro Guilheiro e Moacir Mendes Jr voltaram ao tatame para o combate de desempate. Leandro manteve a tranquilidade e acabou forçando Moacir a uma punição. A vitória deu o bicampeonato aos paulistas.
Apesar de chateado com a derrota, o campeão mundial João Derly ficou satisfeito com o grande numero de torcedores que compareceram ao ginásio.
“Apesar do resultado negativo foi uma festa maravilhosa da torcida. Fico feliz de ver tantas crianças no ginásio assistindo judô. Acredito que esta fórmula do Grand Prix seja o caminho para a popularização do nosso esporte”, diz Derly.
Se no masculino a final foi pura tensão, no feminino o título veio de forma mais tranqüila para o Imes/São Caetano. Após vencerem a primeira disputa da final, a Oi/Sogipa foi com tudo para cima do Azulão em busca do empate que forçaria a terceira rodada. Apesar do ippon de Márcia Vieira sobre Arethusa Ribeiro, que abriu o placar em favor das gaúchas, depois só deu São Caetano. Edinanci Silva, Juliene Aryecha e Roberta Bittencurt venceram por ippon e deram o título ao Imes/São Caetano.
“A gente se manteve concentrada todo o tempo e, parece que foi fácil, mas não foi. Acho que como a classificação delas para a final foi muito dramática, ficou um clima de euforia que contagiou a torcida. Como entramos firme desde o primeiro combate, conseguimos tomar conta da situação e ficar com o título”, diz Edinanci Silva.
O título do Imes/São Caetano foi mais especial para uma judoca. Roberta Bittencurt, que em 2005 não participou do GP por estar lesionada, fez o ponto que deu o título ao Azulão. Muito emocionada, Roberta não conteve as lagrimas.
“São lagrimas de felicidade. Na hora que dei o ippon, passou na minha cabeça um filme de todo o sofrimento que tivemos com o vice-campeonato em 2005. É uma felicidade muito grande”, afirma Roberta.
Fonte - graciemag.com