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Vizualizar Versão Completa : Entrevista com Celsinho


marionetoo
09-01-08, 21:22
Dono de uma das meia-guardas mais perigosas da atualidade no Jiu-Jitsu, o bicampeão mundial leve e faixa preta de Roberto Gordo, Celso Vinicius, conversou e contou como surgiu o convite para dar aulas na Gracie São Paulo após o falecimento de Ryan Gracie. Celsinho falou também como era seu relacionamento com Ryan, contou como foi a recepção dos alunos, seus planos para a equipe e os seus planos pessoais para o MMA e o Jiu-Jitsu. Confira abaixo a entrevista com Celsinho Vinicius:

Como surgiu a oportunidade de você assumir a Gracie São Paulo?

O Ryan era amigo do meu professor, o (Roberto) Gordo, há muitos anos e desde que eu comecei a treinar eu conheço o Ryan. De um tempo pra cá eu vim ajudar ele aqui algumas vezes e ele tinha me feito esse convite há algum tempo, só que eu tinha a academia no Rio e acabei segurando um pouco. Eu vim para São Paulo e as coisas foram amadurecendo, eu até estava aqui em São Paulo quando aconteceu aquilo tudo. Tínhamos amadurecido a idéia e já estava com tudo acertado quando aconteceu aquilo com ele. Os alunos dele abraçaram a idéia, a esposa dele também, então eu vim pra cá para continuar o que a gente tinha combinado.

Como era a relação entre você e o Ryan?

O Ryan era como um irmão, fomos criados juntos. Por eu ser pupilo do Gordo e ele ter um carinho enorme por mim, pois eu treino com o Gordo desde criança, o Ryan tinha um carinho muito grande por mim também. Ele mesmo dizia que eu era como um sobrinho pra ele, ele sempre me ajudava em varias coisas e nosso relacionamento era muito bom.

Como foi a recepção dos alunos da equipe?

Antes de o Ryan morrer ele já tinha me levado na academia e me apresentado como novo professor, então foi um negócio mais fácil porque partiu do Ryan. Essa minha foi uma idéia que partiu dos faixas pretas do Ryan, que sugeriram que eu viesse para São Paulo dar aula junto com o Ryan, desde então a idéia foi evoluindo. Então a recepção não foi difícil, o Ryan já tinha aprovado, os faixas pretas já tinham aprovado e a galera aqui é muito gente boa, me recebeu de braços abertos, realmente o pessoal é muito legal. Recepção melhor impossível.

Com quantos alunos vocês estão trabalhando hoje na Gracie São Paulo?

Como eu estou chegando agora eu não sei o número certo, mas o Ryan tinha conversado comigo que na matriz eram mais ou menos 300 alunos, juntando as filiais da Ryan Gracie chega por volta de mil alunos. E o pessoal ta animado para voltar a competir, eles estavam meio parados sem vontade de lutar, então, com a minha chegada o pessoal sabe que eu sou competidor e se animou para voltar a competir. Vamos começar um trabalho legal e que vai dar resultado em breve. Eu vou fazer um trabalho sério para poder honrar a confiança que o Ryan me deu e, eu acredito que com os alunos que a gente tem, a gente vai entrar nos campeonatos e fazer bonito.

Vocês já têm uma perspectiva de quais campeonatos vocês devem estar participando esse ano?

Como o pessoal aqui está animado tudo fica mais fácil, eles querem meter a cara em qualquer campeonato e estão com disposição para isso. E nos campeonatos que a gente entrar vai ser com força total, para levar o campeonato.

Quais são os seus planos pessoais para esse ano?

A prioridade aqui é manter os alunos do Ryan, o nome da academia, mas com certeza eu não vou deixar de competir. A gente vai competir Mundial, Pan-americano, o que tiver a gente vai competir. Quem estiver bem vai competir, e eu vou competir porque eu gosto de lutar, gosto da adrenalina de lutar. Eu espero também fazer minha estréia no Vale-Tudo esse ano, tem o pessoal da Gracie Fusion, tem o pessoal aqui que se dedica ao Vale-Tudo também e eu quero me meter nesse meio. Vou tocar um barulho aqui em São Paulo (risos).

Você já começou os treinos de Vale-Tudo no Rio com o Gordo ou você vai começar a treinar com o pessoal de São Paulo? Quem forma a sua equipe de professores para o MMA em São Paulo?

A parte de chão não preciso nem falar porque a gente tem uma equipe forte aqui. A parte de Boxe é o Gustavo Motta que é excelente, está em nível olímpico. O professor de Muay Thai eu não conheci ainda, mas eu sei que é muito bom, o Veras, que o pessoal fala que é um professor excelente. A preparação física eu faço com o Rafael Rocamora, toda a parte de funcional e, Jiu-Jitsu eu faço com pessoal aqui que é uma equipe muito forte. Mas a prioridade continua sendo o pano.

Você era o atual campeão Mundial de Jiu-Jitsu e acabou perdendo para o Lucas Lepri no Mundial de 2007. Você vai buscar uma revanche contra ele esse ano?

Eu acho que só perde quem luta, quem não luta não perde. A derrota foi normal, completamente normal e ele é o único faixa-preta até hoje que me derrotou e eu não ganhei de volta e com certeza eu vou lutar com ele, não tenha dúvida. Eu vou atrás dele, já disse isso pra ele, mas não é nada pessoal, ele me ganhou e eu quero ganhar de volta.

Você tem algum compromisso marcado no MMA?

Primeiro eu quero treinar para depois pensar em lutar. E eu acho difícil que seja aqui no Brasil a minha estréia, que me paguem o que eu quero para lutar. Acho que minha estréia vai ser lá fora, claro que se me pagarem o que eu quero aqui eu vou lutar, mas o problema é de bolsa mesmo, porque para poder parar e se focar nos treinos de Vale-Tudo tem que ser lucrativo, não pode dar prejuízo. Então a questão é bolsa mesmo, mas primeiro eu quero treinar, me sentir bem e pensar em lutar, não tenho nada certo ainda.

Qual a categoria que você pretende lutar no Vale-Tudo?

A minha prioridade é lutar na categoria até 70kg, mas se tiver que subir para 73kg não tem problema, porque eu tenho facilidade de ganhar e de perder peso, então, eu devo ficar entre 68kg e 73kg.

Quem está na equipe de Vale-Tudo?

Tem o Serginho que é um garoto que está treinando muito forte, tem mais de 20 lutas de Vale-Tudo já e perdeu só quatro e é um garoto que eu quero botar para lutar. Então, falta a gente se reunir para botar isso em prática, mas tem uma galera aqui.

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2008/01/09/Celso-Vinicius)

marionetoo
16-04-08, 09:51
http://www.tatame.com.br/imagensup/8629/1208208797.g.jpg
Português no lugar mais alto do pódio no Brasileiro de 2005 com Celsinho em segundo

Bicampeão Pan-Americano de Jiu-Jitsu em 2002 e 2003, Carlos Eduardo Português, que tem realizado um trabalho de divulgação da arte na Islândia, na Europa, leu a entrevista do atleta Celsinho Vinícius no site TATAME e questionou o atleta, que afirmou que Lucas Lepri tinha sido o único faixa-preta a derrotá-lo. “Falo com o Celsinho, gosto dele, mas ele não pode tirar assim o mérito de atletas e também de faixas-pretas mais antigos. Ele é sim um fenômeno, admiro-o pelos seus títulos Mundiais, mas medalhas por medalhas ele acabou de ser campeão pela primeira vez no Pan, onde tenho cinco medalhas, sendo bicampeão em 2002 e 2003. Fiz a final do Brasileiro de 2005 contra o Celso Vinícius, na qual me sagrei campeão, sendo o primeiro a derrotá-lo na preta”, relembrou Português.

http://www.tatame.com.br/imagensup/8629/1208208832.g.jpg
Celsinho tentando passar a guarda de Português na final da categoria leve no Brasileiro de 2005

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2008/04/15/Portugues-relembra-vitoria-sobre-Celsinho-no-Brasileiro-2005)

marionetoo
17-04-08, 19:31
Um dos lutadores de maior destaque na arte suave, Celso Vinicius vem de uma importante conquista. Pela primeira vez o faixa preta venceu o Pan-Americano de Jiu-Jitsu, evento que aconteceu em março, na Califórnia. Radicado em São Paulo, onde comanda a Gracie SP, o "Rei da Meia-Guarda" falou com o Portal das Lutas sobre o título inédito e outros assuntos. Confira o bate-papo.

Portal das Lutas - Qual foi a luta mais difícil no caminho para o título?

Celso Vinicius - Acho que a luta mais complicada foi a semifinal, contra o Michel Langhi. Ele tem um jogo muito voltado para competição e travou a luta para tentar uma raspagem no fim. Não estava num dia bom, com a pressão baixa e me sentindo mal, mas consegui vencer no zero a zero.

PDL - Essa luta foi meio polêmica, pois houve muitas reclamações do Langhi e sua equipe. O que você achou disso?

CV - Assisti à luta depois, na gravação de um amigo, e achei que venci. Parti para cima durante sete minutos e ele tentou alguma coisa quando faltavam apenas três para terminar o combate. Ele reclamava muito e não fazia nada. Estava mal e mesmo assim fui para cima. Acho que foi justo a vitória ser minha.

PDL - Fale de outros destaques do evento. Houve outros lutadores ou lutas que você gostou?

CV - O Kron Gracie, filho do Rickson, foi um dos destaques. Estou com muita expectativa de vê-lo na faixa preta. O André Galvão lutou muito bem e levou o peso e o absoluto. Gostei muito da luta entre o Rafael Lovato e o Roberto Tussa, na final do pesado. Um combate que eu esperava mais foi a final entre o Cobrinha e o Bruno Frazatto, que acabou sendo uma luta meio amarrada.

PDL - Você vai lutar o Brasileiro de Jiu-Jitsu?

CV - Não sei, mas acho que não. Estou me recuperando de uma contusão. Prefiro estar cem por cento e focar no Mundial. Se vencer este ano, será meu terceiro título mundial de preta e quero muito isso.

PDL - Aquela velha pergunta para finalizar. Pretende estrear no MMA ainda este ano?

CV - O Mundial será em junho e depois terei tempo para treinar. Analisarei as propostas, mas tenho dado muita aula. Tem que ser uma proposta vantajosa, que realmente valha a pena financeiramente para eu deixar um pouco de lado as aulas.

Fonte - PDL (http://www.portaldaslutas.com/Minuto.asp?p_opcao=Mat&p_cod=1654)

marionetoo
19-04-08, 02:06
Dono de uma das meia-guardas mais perigosas da atualidade no Jiu-Jitsu, o bicampeão mundial leve e faixa preta de Roberto Gordo, Celso Vinicius, conversou e contou como surgiu o convite para dar aulas na Gracie São Paulo após o falecimento de Ryan Gracie. Celsinho falou também como era seu relacionamento com Ryan, contou como foi a recepção dos alunos, seus planos para a equipe e os seus planos pessoais para o MMA e o Jiu-Jitsu. Confira abaixo a entrevista com Celsinho Vinicius:

Como surgiu a oportunidade de você assumir a Gracie São Paulo?

O Ryan era amigo do meu professor, o (Roberto) Gordo, há muitos anos e desde que eu comecei a treinar eu conheço o Ryan. De um tempo pra cá eu vim ajudar ele aqui algumas vezes e ele tinha me feito esse convite há algum tempo, só que eu tinha a academia no Rio e acabei segurando um pouco. Eu vim para São Paulo e as coisas foram amadurecendo, eu até estava aqui em São Paulo quando aconteceu aquilo tudo. Tínhamos amadurecido a idéia e já estava com tudo acertado quando aconteceu aquilo com ele. Os alunos dele abraçaram a idéia, a esposa dele também, então eu vim pra cá para continuar o que a gente tinha combinado.

Como era a relação entre você e o Ryan?

O Ryan era como um irmão, fomos criados juntos. Por eu ser pupilo do Gordo e ele ter um carinho enorme por mim, pois eu treino com o Gordo desde criança, o Ryan tinha um carinho muito grande por mim também. Ele mesmo dizia que eu era como um sobrinho pra ele, ele sempre me ajudava em varias coisas e nosso relacionamento era muito bom.

Como foi a recepção dos alunos da equipe?

Antes de o Ryan morrer ele já tinha me levado na academia e me apresentado como novo professor, então foi um negócio mais fácil porque partiu do Ryan. Essa minha foi uma idéia que partiu dos faixas pretas do Ryan, que sugeriram que eu viesse para São Paulo dar aula junto com o Ryan, desde então a idéia foi evoluindo. Então a recepção não foi difícil, o Ryan já tinha aprovado, os faixas pretas já tinham aprovado e a galera aqui é muito gente boa, me recebeu de braços abertos, realmente o pessoal é muito legal. Recepção melhor impossível.

Com quantos alunos vocês estão trabalhando hoje na Gracie São Paulo?

Como eu estou chegando agora eu não sei o número certo, mas o Ryan tinha conversado comigo que na matriz eram mais ou menos 300 alunos, juntando as filiais da Ryan Gracie chega por volta de mil alunos. E o pessoal ta animado para voltar a competir, eles estavam meio parados sem vontade de lutar, então, com a minha chegada o pessoal sabe que eu sou competidor e se animou para voltar a competir. Vamos começar um trabalho legal e que vai dar resultado em breve. Eu vou fazer um trabalho sério para poder honrar a confiança que o Ryan me deu e, eu acredito que com os alunos que a gente tem, a gente vai entrar nos campeonatos e fazer bonito.

Vocês já têm uma perspectiva de quais campeonatos vocês devem estar participando esse ano?

Como o pessoal aqui está animado tudo fica mais fácil, eles querem meter a cara em qualquer campeonato e estão com disposição para isso. E nos campeonatos que a gente entrar vai ser com força total, para levar o campeonato.

Quais são os seus planos pessoais para esse ano?

A prioridade aqui é manter os alunos do Ryan, o nome da academia, mas com certeza eu não vou deixar de competir. A gente vai competir Mundial, Pan-americano, o que tiver a gente vai competir. Quem estiver bem vai competir, e eu vou competir porque eu gosto de lutar, gosto da adrenalina de lutar. Eu espero também fazer minha estréia no Vale-Tudo esse ano, tem o pessoal da Gracie Fusion, tem o pessoal aqui que se dedica ao Vale-Tudo também e eu quero me meter nesse meio. Vou tocar um barulho aqui em São Paulo (risos).

Você já começou os treinos de Vale-Tudo no Rio com o Gordo ou você vai começar a treinar com o pessoal de São Paulo? Quem forma a sua equipe de professores para o MMA em São Paulo?

A parte de chão não preciso nem falar porque a gente tem uma equipe forte aqui. A parte de Boxe é o Gustavo Motta que é excelente, está em nível olímpico. O professor de Muay Thai eu não conheci ainda, mas eu sei que é muito bom, o Veras, que o pessoal fala que é um professor excelente. A preparação física eu faço com o Rafael Rocamora, toda a parte de funcional e, Jiu-Jitsu eu faço com pessoal aqui que é uma equipe muito forte. Mas a prioridade continua sendo o pano.

Você era o atual campeão Mundial de Jiu-Jitsu e acabou perdendo para o Lucas Lepri no Mundial de 2007. Você vai buscar uma revanche contra ele esse ano?

Eu acho que só perde quem luta, quem não luta não perde. A derrota foi normal, completamente normal e ele é o único faixa-preta até hoje que me derrotou e eu não ganhei de volta e com certeza eu vou lutar com ele, não tenha dúvida. Eu vou atrás dele, já disse isso pra ele, mas não é nada pessoal, ele me ganhou e eu quero ganhar de volta.

Você tem algum compromisso marcado no MMA?

Primeiro eu quero treinar para depois pensar em lutar. E eu acho difícil que seja aqui no Brasil a minha estréia, que me paguem o que eu quero para lutar. Acho que minha estréia vai ser lá fora, claro que se me pagarem o que eu quero aqui eu vou lutar, mas o problema é de bolsa mesmo, porque para poder parar e se focar nos treinos de Vale-Tudo tem que ser lucrativo, não pode dar prejuízo. Então a questão é bolsa mesmo, mas primeiro eu quero treinar, me sentir bem e pensar em lutar, não tenho nada certo ainda.

Qual a categoria que você pretende lutar no Vale-Tudo?

A minha prioridade é lutar na categoria até 70kg, mas se tiver que subir para 73kg não tem problema, porque eu tenho facilidade de ganhar e de perder peso, então, eu devo ficar entre 68kg e 73kg.

Quem está na equipe de Vale-Tudo?

Tem o Serginho que é um garoto que está treinando muito forte, tem mais de 20 lutas de Vale-Tudo já e perdeu só quatro e é um garoto que eu quero botar para lutar. Então, falta a gente se reunir para botar isso em prática, mas tem uma galera aqui.

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2008/01/09/Celso-Vinicius)

http://www.tatame.com.br/imagensup/8629/1208208797.g.jpg
Português no lugar mais alto do pódio no Brasileiro de 2005 com Celsinho em segundo

Bicampeão Pan-Americano de Jiu-Jitsu em 2002 e 2003, Carlos Eduardo Português, que tem realizado um trabalho de divulgação da arte na Islândia, na Europa, leu a entrevista do atleta Celsinho Vinícius no site TATAME e questionou o atleta, que afirmou que Lucas Lepri tinha sido o único faixa-preta a derrotá-lo. “Falo com o Celsinho, gosto dele, mas ele não pode tirar assim o mérito de atletas e também de faixas-pretas mais antigos. Ele é sim um fenômeno, admiro-o pelos seus títulos Mundiais, mas medalhas por medalhas ele acabou de ser campeão pela primeira vez no Pan, onde tenho cinco medalhas, sendo bicampeão em 2002 e 2003. Fiz a final do Brasileiro de 2005 contra o Celso Vinícius, na qual me sagrei campeão, sendo o primeiro a derrotá-lo na preta”, relembrou Português.

http://www.tatame.com.br/imagensup/8629/1208208832.g.jpg
Celsinho tentando passar a guarda de Português na final da categoria leve no Brasileiro de 2005

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2008/04/15/Portugues-relembra-vitoria-sobre-Celsinho-no-Brasileiro-2005)

Bicampeão mundial de Jiu-Jitsu, Celsinho Vinícius entrou em contato hoje com a equipe do site TATAME para nos dar um puxão de orelha, e com toda razão. Em nota publicada no dia 12 de abril, afirmamos que Lucas Lepri havia sido o único atleta a derrotá-lo na faixa-preta. Ao publicarmos essa informação, imediatamente recebemos um e-mail de Carlos Eduardo Português, que hoje realiza um trabalho de divulgação do Jiu-Jitsu na Islândia, que comprovou ter derrotado Celsinho no Brasileiro de 2005. Diante da polêmica, o faixa-preta de Roberto Gordo esclareceu que até o Pan-Americano deste ano, o único atleta que o havia vencido e ele ainda não havia devolvido a derrota era o atual campeão mundial, Lucas Lepri.

“Nunca desmereci nenhum atleta, sempre respeitei todos na vitória ou na derrota. O que eu havia dito era que o Lucas tinha me vencido no Mundial e eu ainda não tinha devolvido a derrota para ele. Perdi para outros atletas como o Eduardo Pessoa, da Nova União, na Copa do Mundo em 2005 e depois o derrotei no Luta Casada.com em 2006. O Português também me derrotou no Brasileiro em 2005 e em 2006 eu o derrotei nas quartas-de-final do Mundial de Jiu-Jitsu. E assim foram com outros adversários”, explicou Celsinho, que complementou.

“Acho que o Português perdeu a humildade a partir do momento em que disse que era bicampeão e que eu ganhei agora pela primeira vez. Ele disputa essa competição há 10 anos e ganhou duas vezes, eu participei pela primeira vez, e graças a Deus consegui me sagrar campeão. E mais uma vez eu afirmo que nunca desmereci nenhum atleta ou tirei o mérito de alguém por alguma conquista”, encerrou.

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2008/04/18/Celsinho--Nunca-desmereci-nenhum-atleta)