marionetoo
21-07-07, 01:45
Faixa-preta de Jiu-Jitsu formado pela equipe Gracie Barra, Rommel Cardozo seguiu junto com Roberto Gordo e alguns atletas para a recém-criada Gordo JJ, deixando a GBCT. Em um bate-papo com o Portal do Vale Tudo, Rommel falou sobre o novo time e sua estrutura.
A notícia de que atletas como Marcio Pé de Pano, Fabrício Monteiro, Delson Pé de Chumbo e Gustavo Ximu, entre outros, teriam deixado a equipe GBCT pegou a comunidade da luta de surpresa. Explique para a gente o que aconteceu.
Bom, na verdade a equipe de vale-tudo se identificava muito com o Gordo, que era o cara de frente no chão da equipe (GBCT), sendo assim, quando o Gordo saiu, a equipe quis ficar com ele, por opção. Sendo que ninguém desmerece o trabalho da Gracie Barra, muito pelo contrário, todos são gratos pelas portas que se abriram através do nome do Carlinhos.
Como está a estrutura de vocês agora? Já existe uma sede para a Gordo JJ? Quais são os treinadores da equipe?
Estamos instalados em uma casa de dois andares que era uma academia de ginástica antes, já montamos o dojô e as aulas já iniciaram. Estamos conversando com professores de Judo, Boxe, Muay Thai, Wrestling e Yoga, pois queremos fazer um trabalho de base, onde não faltará ao atleta atividades complementares, para que ele não tenha que sair por ai procurando bons professores, pois esse será o nosso trabalho, dar o que tiver de melhor para os nossos alunos, principalmente exemplo.
E uma possível luta contra atletas da GBCT, nas regras de Vale Tudo, como seria encarada pelos integrantes da equipe?
Acho que isso seria impensável, não vestiria uma luva para lutar contra um aluno do Carlinhos e não prepararia um atleta meu nesse intuito e acho que o Gordo pensa da mesma forma. Pra falar a verdade, o nosso objetivo é lutar por um espaço e não tenho dúvidas de que existem muitos adversários para serem colocados em nosso caminho, a rota que seguiremos em relação a GB é paralela.
Além dos atletas remanescentes da GBCT, existem outros atletas treinando com a nova equipe?
Não, a equipe é basicamente a mesma, ainda não abrimos as portas, apenas começamos a treinar. Estamos a um passo de finalizar o processo de criação, para ser mais preciso, agora que estaremos de verdade nos jogando de cabeça no mundo da luta.
O nome Gracie Barra é forte em termos internacionais, mas o nome Gordo JJ ainda não é conhecido lá fora. Será que essa mudança pode prejudicar os lutadores em termos de acesso aos grandes eventos?
O nome Gracie Barra é muito forte em qualquer lugar, é um nome que foi criado em cima de um trabalho sério, de muitos anos, sendo assim, quem está na equipe Gordo Jiu-jitsu, está acreditando que tudo será feito com muita vontade, no intuito de fazer esse nome crescer também no exterior, pois aqui é bem conhecido.
Qual era o verdadeiro papel do Carlinhos Gracie na equipe GBCT, na parte especifica de vale-tudo?
Olha, o Carlinhos é o nome da equipe, quem creditou a sua imagem ao time. Acho que ele foi muito importante pra todos ali, como é diante da GB.
Sabemos que você além de ser faixa preta de Jiu-Jitsu, possui a graduação máxima no Muay Thai também. Conte-nos como eram as lutas entre os atletas do Rio e os de Curitiba naquela época, naqueles que foram considerados os primeiros grandes confrontos de Muay Thai no Brasil?
Rapaz, eu dou graças a Deus de ter optado pelo Muay-Thai como minha primeira luta, pois seria muito difícil aprender essa técnica depois, acredito que você tem que competir para ter confiança. Eu dizia na GB que todos tinham que treinar Muay Thai, mas havia um preconceito muito grande de ambas as partes. As lutas daquela época eram muito duras. Quando lutei com o Popeye, da Chute Boxe, fizemos uma luta franca, ao final, estávamos os dois olhando um para o outro sem acreditar que estávamos de pé e ao final, ele me perguntou se o meu queixo era de ferro. Fiz a mesma pergunta para ele. Nesse mesmo evento lutaram o Paulo Borracha, o Budi, o Peu e um aluno do Luiz Alves que não lembro o nome agora, que foi o único a vencer nesse dia. Lembro que meses depois o Narani viajou pra Curitiba com uma equipe e foi bem sucedido, quem lutou com o Popeye foi o Ginkelli, muito bom de boxe, eu não vi a luta, mas soube que ele venceu.
A notícia de que atletas como Marcio Pé de Pano, Fabrício Monteiro, Delson Pé de Chumbo e Gustavo Ximu, entre outros, teriam deixado a equipe GBCT pegou a comunidade da luta de surpresa. Explique para a gente o que aconteceu.
Bom, na verdade a equipe de vale-tudo se identificava muito com o Gordo, que era o cara de frente no chão da equipe (GBCT), sendo assim, quando o Gordo saiu, a equipe quis ficar com ele, por opção. Sendo que ninguém desmerece o trabalho da Gracie Barra, muito pelo contrário, todos são gratos pelas portas que se abriram através do nome do Carlinhos.
Como está a estrutura de vocês agora? Já existe uma sede para a Gordo JJ? Quais são os treinadores da equipe?
Estamos instalados em uma casa de dois andares que era uma academia de ginástica antes, já montamos o dojô e as aulas já iniciaram. Estamos conversando com professores de Judo, Boxe, Muay Thai, Wrestling e Yoga, pois queremos fazer um trabalho de base, onde não faltará ao atleta atividades complementares, para que ele não tenha que sair por ai procurando bons professores, pois esse será o nosso trabalho, dar o que tiver de melhor para os nossos alunos, principalmente exemplo.
E uma possível luta contra atletas da GBCT, nas regras de Vale Tudo, como seria encarada pelos integrantes da equipe?
Acho que isso seria impensável, não vestiria uma luva para lutar contra um aluno do Carlinhos e não prepararia um atleta meu nesse intuito e acho que o Gordo pensa da mesma forma. Pra falar a verdade, o nosso objetivo é lutar por um espaço e não tenho dúvidas de que existem muitos adversários para serem colocados em nosso caminho, a rota que seguiremos em relação a GB é paralela.
Além dos atletas remanescentes da GBCT, existem outros atletas treinando com a nova equipe?
Não, a equipe é basicamente a mesma, ainda não abrimos as portas, apenas começamos a treinar. Estamos a um passo de finalizar o processo de criação, para ser mais preciso, agora que estaremos de verdade nos jogando de cabeça no mundo da luta.
O nome Gracie Barra é forte em termos internacionais, mas o nome Gordo JJ ainda não é conhecido lá fora. Será que essa mudança pode prejudicar os lutadores em termos de acesso aos grandes eventos?
O nome Gracie Barra é muito forte em qualquer lugar, é um nome que foi criado em cima de um trabalho sério, de muitos anos, sendo assim, quem está na equipe Gordo Jiu-jitsu, está acreditando que tudo será feito com muita vontade, no intuito de fazer esse nome crescer também no exterior, pois aqui é bem conhecido.
Qual era o verdadeiro papel do Carlinhos Gracie na equipe GBCT, na parte especifica de vale-tudo?
Olha, o Carlinhos é o nome da equipe, quem creditou a sua imagem ao time. Acho que ele foi muito importante pra todos ali, como é diante da GB.
Sabemos que você além de ser faixa preta de Jiu-Jitsu, possui a graduação máxima no Muay Thai também. Conte-nos como eram as lutas entre os atletas do Rio e os de Curitiba naquela época, naqueles que foram considerados os primeiros grandes confrontos de Muay Thai no Brasil?
Rapaz, eu dou graças a Deus de ter optado pelo Muay-Thai como minha primeira luta, pois seria muito difícil aprender essa técnica depois, acredito que você tem que competir para ter confiança. Eu dizia na GB que todos tinham que treinar Muay Thai, mas havia um preconceito muito grande de ambas as partes. As lutas daquela época eram muito duras. Quando lutei com o Popeye, da Chute Boxe, fizemos uma luta franca, ao final, estávamos os dois olhando um para o outro sem acreditar que estávamos de pé e ao final, ele me perguntou se o meu queixo era de ferro. Fiz a mesma pergunta para ele. Nesse mesmo evento lutaram o Paulo Borracha, o Budi, o Peu e um aluno do Luiz Alves que não lembro o nome agora, que foi o único a vencer nesse dia. Lembro que meses depois o Narani viajou pra Curitiba com uma equipe e foi bem sucedido, quem lutou com o Popeye foi o Ginkelli, muito bom de boxe, eu não vi a luta, mas soube que ele venceu.