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Vizualizar Versão Completa : Entrevista - Robert Drysdale


Yassuo
14-05-07, 23:52
Por Marcelo Alonso

Rumo ao absoluto do mundial de Jiu-Jitsu

Campeão absoluto do ADCC, Robert Drysdale concedeu uma entrevista exclusiva ao site TATAME, onde contou sobre a sensação de faturar o título mais importante do Submission, o absoluto do ADCC. Além de faturar o título, o faixa-preta da Brasa finalizou na final Marcelinho Garcia, que vinha vencendo todo mundo por finalização. Drysdale agora faz planos para conquistar o título mundial absoluto de Jiu-Jitsu e depois pensa em partir para o Vale-Tudo. Conheça abaixo um pouco da história de desse americano radicado no Brasil e que além de Jiu-Jitsu, sabe muito também de política.


-Você tem dupla cidadania?

Isso mesmo. Nasci nos EUA e vim para o Brasil ainda criança. Cursei o primeiro e segundo grau no Brasil e depois voltei para os EUA para fazer faculdade.


-Culturalmente falando, você se considera mais americano ou mais brasileiro?

Honestamente, eu teria que dizer que culturalmente eu sou mais brasileiro, por ter passado a maior parte de minha juventude aqui. Mas de acordo com meus amigos guardo no DNA um pouquinho do tio sam em mim.


-Como e com que idade começou a praticar Jiu-Jitsu?

Comecei por volta dos 17 anos em Itu (SP) na academia 4 tempos do Otávio. Na época (1998) estava interessado pelo boom que o Jiu-Jitsu havia dado no Brasil. Depois disso me mudei para os EUA, ainda faixa branca, para cursar a faculdade e comecei a treinar com o Steve da Silva em Las Vegas. Foi ele quem me convenceu que eu poderia ir longe no Jiu-Jitsu. Aí decidi que se queria isso mesmo teria que voltar para o Brasil para competir mais. Pensei bem e resolvi largar a faculdade nos EUA para voltar para o Brasil e treinar. Na época (2000) o Jiu-Jitsu ainda estava se desenvolvendo no EUA, por isso acredito que tenha tomado a decisão correta.


-E como você foi parar na Brasa?

Quando voltei para São Paulo, fui treinar na academia Maromba do professor Paulo Streckert, em Indaiatuba, por ser perto de minha casa. Durante esse período competi muito e adquiri muita experiência. Quando cheguei no Brasil, até tinha Jiu-Jitsu, mas me faltava a malandragem de competição, afiar o tempo das posições, etc. Fiquei dois anos na Maromba onde fui campeão mundial de roxa e peguei a faixa marrom. Depois disso conheci o Demian Maia e ele me convidou para dar um treino com ele o Tererê, Telles e o Leozinho. Isso foi na mesma época que eles tinham saído da Alliance. Eu fui. Após tomar o maior amasso da minha vida do Leozinho decidi que seria melhor para mim treinar com eles. Conversei com o Paulo da Maromba (de quem sou muito amigo até hoje) e fui treinar na recém formada Master.


-Quem é seu ídolo no esporte?

Para te dizer a verdade não tenho ídolos, apenas pessoas que admiro. Além de qualidades técnicas, para mim tem que ter bom caráter e personalidade. O Leo é um cara que além de ser fenomenal nos tatames, é também fora dele. O Demian é o cara mais determinado que conheço, não se abala com derrotas e segue rumo aos seus objetivos. Também tem o Comprido e o Ricardinho que admiro muito. Em geral, meus irmãos da Brasa são as pessoas que mais admiro. Ah, e é claro minha mãe Cristina e a Michelle minha namorada. Sem elas eu não sou ninguém.


-Quais são os seus títulos mais importantes no Jiu-Jitsu?

Ganhei o Mundial de roxa em 2002, marrom 2003, e preta em 2005. Também ganhei a Copa do Mundo de marrom 2003 e duas vezes de preta (2005 e 2006). Além disso fui duas vezes campeão brasileiro de marrom, inclusive no absoluto. E é claro agora o ADCC absoluto.


-Como foi sua luta com o Xande Ribeiro?

Foi boa, o Xande luta muito. A luta ia empatada e parelha até ele entrar nas minhas pernas, já no overtime. Encaixei a guilhotina e pensei: "peguei!", mas ele foi malandro e me jogou com força no chão e a cabeça escapou, aí tomei os pontos da queda. Tentei correr atrás e no finalzinho por pouco não empato a luta. Mas ficou mesmo no 2x0 pra ele.


-O que pretende fazer após esta conquista?

Pretendo vencer o Mundial peso e absoluto este ano. Além de me formar na faculdade. Assim fecharia com chave de ouro o ano.


-Já pensa em lutar MMA?

Com certeza, na verdade, já até apareceram propostas boas em eventos de grande porte. Mas quero o Mundial absoluto primeiro, uma coisa de cada vez. Depois desse Mundial veremos...


-Vai morar nos EUA ou vai ficar no Brasil?

Ainda não sei, tenho planos de abrir uma academia nos EUA ano que vem, mas sem abandonar o que já tenho no Brasil. Acho que num futuro próximo estarei fazendo uma ponte entre os EUA e Brasil.


-De onde vem sua paixão pelo MST?

Não é só pelo MST não, mas todo e qualquer movimento, ou organização, que questione o poder e a autoridade. As pessoas assistem muita TV e acham que sabem o que acontece. A grande mídia tem a função de formar opiniões e de “emburrecer”. Acredito que a grande maioria das pessoas teriam outra opinião a respeito destes movimentos se, se propusessem à leitura, por exemplo, ao invés da TV. Assim ficariam sabendo que a origem do Latifúndio é ilegítima e quase nunca é fruto do trabalho como as pessoas imaginam. Violência não é ocupação de fazenda; violência é o país mais rico do mundo se ver governado por quadrilhas institucionais disfarçadas de partidos políticos.

Fonte - Tatame (http://www.tatame.com.br/2007/05/14/Robert-Drysdale)

Hyoga
18-05-07, 10:36
ta com mta moral, tem q aproveitar o momento